RESPOSTA ao dep. Jean Wyllys

Resposta ao dep. Jean Wyllys, por nota enviada ao JBWiki (12-04-2011), disponível em:

http://jeanwyllys.com.br/wp/jean-wyllys-responde-a-nota-publicada-no-jb-wiki-e-declara-amor-a-vida-sem-formas-de-preconceito-12-04-2011

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Wyllys: “Não declarei guerra aos cristãos. Declarei meu amor à vida dos injustiçados e oprimidos e ao outro.”

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Que ótimo. Contudo, vale lembrar que os cristãos (assim como outros grupos) mantém asilos, orfanatos, creches, assistência social, centros de recuperação de dependentes químicos, albergues, distribuem sopas e roupas para moradores de rua quando não conseguem arranjar um lar e emprego para os mesmos. Visitam doentes nos hospitais, visitam presidiários, dentre outras ações. Promovem o bem e ajudam o próximo, os injustiçados e oprimidos.


Wyllys: Em primeiro lugar, quero lembrar que nós vivemos em um Estado Democrático de Direito e laico. Para quem não sabe o que isso quer dizer, “Estado laico”, esclareço: O Estado, além de separado da Igreja (de qualquer igreja), não tem paixão religiosa, não se pauta nem deve se pautar por dogmas religiosos nem por interpretações fundamentalistas de textos religiosos (quaisquer textos religiosos). Num Estado Laico e Democrático de Direito, a lei maior é a Constituição Federal (e não a Bíblia, ou o Corão, ou a Torá).

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Agradecemos ao nobre deputado que nos deu este ensino, porque nós ignorantes religiosos não sabíamos o que era um Estado laico e democrático. Pensávamos viver numa “teocracia” e nunca havíamos tomado conhecimento da existência de uma tal “Constituição Federal”. Pois é, religião deve ser mesmo o ópio do povo, só agora percebemos como andávamos alienados.

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Se a Bíblia é a única norma para todas as áreas da vida do bom cristão, em que parte da mesma encontrará o bom cristão, por exemplo, as normas para a conduta no trânsito, os limites de velocidade, entre outras? É estranho para nós, ignorantes religiosos, ver alguém ter problemas com a lei por dirigir sem habilitação, pois não está escrito na Bíblia que isto é crime!

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Parece que o nobre deputado tem a visão um tanto torta assim como têm os fanáticos religiosos que o nobre deputado diz combater. É óbvio que o bom cristão deve obedecer às leis brasileiras, como qualquer pessoa em solo brasileiro. O que o nobre deputado tenta “ensinar” já é praticado. Seria interessante o nobre deputado dedicar um tempo e procurar ensinar aos militantes gays sobre a Constituição Federal, porque eles têm muitos dos direitos que dizem não possuir. Têm os direitos simplesmente por serem cidadãos e não por serem gays.

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Não se deve confundir a atuação de deputados da “bancada evangélica” como se representassem as opiniões de todos os cristãos brasileiros, ou de todos os evangélicos. No entanto, a “Frente Parlamentar Evangélica” tem tanto direito de existir como a “Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT”. Por outro lado, nem todos os evangélicos sentem-se sempre representados pelo Sr. Silas Malafaia. Ele pode em algumas ocasiões tecer comentários sensatos, edificantes, mas, muitos cristãos não aprovam determinadas práticas, principalmente quando mercantiliza a fé em seu programa [1]. (ver referências [1], [2] […]. Fazemos questão de mostrar as referências, prática esta que muitos ativistas gays não têm, citam dados sem mostrar a fonte.)

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Em assuntos de fé e moral, cada religião tem seus parâmetros, assim como os que não seguem qualquer religião também têm seus parâmetros morais, e todos devem ter liberdade de expressar os seus respectivos pontos de vista. Existindo relações pacíficas entre os cidadãos, mesmo que no plano das ideias e somente nele haja conflito e repúdio entre diferentes pontos de vista, não vemos necessidade de haver qualquer interferência do Estado nestes assuntos – enquanto as relações entre os cidadãos continuarem pacíficas. Com respeito mútuo, naturalmente a convivência é pacífica.

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Diariamente no meio universitário há pessoas que atacam as religiões. Nós como cristãos, não vemos qualquer problema quando nossos amigos ateus dizem que a religião é uma “besteira”, um “engodo”, “mitologia”, o “ópio do povo”, algo para pessoas “sem cérebro” e tudo mais que possam vir a dizer. Não vemos nisto qualquer incitação à violência contra religiosos, “religiofobia”, discriminação ou coisa do tipo. Não fazemos como muitos ativistas gays que prontamente taxam de “preconceituosa”, “violenta”, qualquer pessoa que
faça alguma crítica que não os agrade. Enquanto isto estiver no plano das ideias, não vemos qualquer problema.

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Assim como não vemos qualquer problema quando o Sr. Ney Matogrosso declara que a “igreja católica é ridícula” [2], ou que certos tipos de traficantes de drogas deveriam ser fuzilados [3]. Não entendemos porque, no segundo caso, ninguém dos “direitos humanos” tenha condenado publicamente o Sr. Ney Matogrosso pela declaração, visto condenarem outras pessoas por declarações semelhantes. Para nós, isto pertence ao plano das ideias, é a opinião daquela pessoa e deve ser respeitada, mesmo porque, pode ser uma simples “força de expressão”.

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No entanto, determinadas declarações em certos contextos podem constituir injúria, calúnia e/ou difamação, dependendo do ocorrido e se existirem testemunhas. Para isto, ninguém precisa criar nova lei ou “invocar” qualquer lei de liberdade religiosa; ou que trate de discriminação, racismo; leis sexistas, etc, mas sim a parte do Código Penal que trata dos “crimes contra a honra”, que também abrange os homossexuais, seja como agressores ou vítimas, sem a necessidade de qualquer nova lei.

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Wyllys: Logo, eu, como representante eleito deste Estado Laico e Democrático de Direito, não me pauto pelo que diz A Carta de Paulo aos Romanos, mas sim pela Carta Magna, ou seja, pelo que está na Constituição Federal. E esta deixa claro, já no Artigo 1º, que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade da pessoa humana e em seu artigo 3º coloca como objetivos fundamentais a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A república Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos princípios da prevalência dos Direitos Humanos e repúdio ao terrorismo e ao racismo.

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Parece que a Carta de Paulo incomoda mesmo o Sr. hein? Vamos ser sinceros caro deputado, o Sr. não foi eleito pelo povo, nem mesmo pelo voto LGBT, pois 13.018 votos não faz de ninguém deputado federal pelo Rio de Janeiro. Virou deputado por um “jeitinho” no sistema eleitoral, em função dos votos do dep. Chico Alencar, que “puxaram” o Sr. para a Câmara Federal. Não custa nada apresentar aos cidadãos as seguintes informações públicas [4]:

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Candidato

nº votos

situação

% votos válidos

2258 – Anthony W. Garotinho Matheus de Oliveira (PR)

5050 – Francisco Rodrigues de Alencar Filho (PSOL)

4011 – Romario de Souza Faria (PSB)

1120 – Jair Messias Bolsonaro (PP)

2323 – Stepan Nercessian (PPS)

1377 – Benedita Souza da Silva Sampaio (PT)

5005 – Jean Wyllys de Matos Santos (PSOL)

694.862

240.724

146.859

120.646

84.006

71.036

13.018

Eleito

Eleito

Eleito

Eleito

Eleito

Eleito

Média

8,69%

3,01%

1,84%

1,51%

1,05%

0,89%

0,16%

     Este sistema é criticado por muitos eleitores, porque votaram em uma pessoa, e não votaram em outros que são “puxados”. Também torcemos para que tal sistema seja revisto. A opinião de muitos eleitores é: se o candidato X recebeu expressiva votação, então é somente o candidato X que deveria assumir a vaga e mais ninguém, pois, foi a escolha dos eleitores. Ou agora os cidadãos, mesmo os que professam alguma religião, não podem criticar qualquer assunto em seu país?

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Agora que o Sr. é um deputado federal, esperamos que faça o seu trabalho, representar o povo; trabalhar pelo povo do Rio de Janeiro; trabalhar pelo bem da nação. Tratando-se de representar o povo, vejamos:

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– ativistas levam ao Congresso 100.000 assinaturas a favor do PLC 122 [5];

– ativistas levam ao Congresso 1.000.000 de assinaturas contra o PLC 122 [6];

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E então Sr. deputado, qual é a vontade dos cidadãos? O que caracteriza um Estado democrático?

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Com efeito, vale a pena ressaltar que nem todos os LGBT’s sentem-se representados pelo Sr. Nem todo homossexual quer ser representado ou defendido pelo ativismo homossexual que vem sendo articulado há alguns anos no país. Nem todos concordam com o que é apresentado. Nem todos participam da “parada gay” por acharem que é um carnaval fora de época e desnecessário, por efetivamente não defender direito algum e, por muitas vezes, não conscientizar ninguém acerca de nada, dentre outras objeções; além dos bastidores: consumo de drogas, desrespeito, etc, veja: [7].

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Vejam os exemplos de Clodovil e Ney Matogrosso. Não foram exponentes do movimento gay, e não deixaram de ter seu espaço na sociedade por serem homossexuais, sendo inclusive, figuras famosas em todo o Brasil. É interessante, intelectuais gays que nunca se engajaram no movimento gay, isto pode indicar algo sobre a natureza de tal movimento. Clodovil recebeu quase 500.000 votos e foi o primeiro homossexual assumido a ser – de fato – eleito deputado federal, e isto num país que é taxado de “conservador” e “homofóbico”. Veja aqui parte de uma interessante reportagem da revista Acapa (02/10/2006): “… ele [Clodovil] já afirmou inúmeras vezes que não é a favor da Parada GLBT, nem do movimento gay brasileiro.” [8]

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Ney Matogrosso: “… Tem até cruzeiro marítimo gay. Deus me livre de um cruzeiro gay! Defendo o direito das pessoas, mas defendo meu direito de não ir a um cruzeiro gay. ” “… não vim carregando a bandeira da defesa dos direitos gays. Até tentaram colocá-la na minha mão, porque era conveniente. E eu disse: não, não, não. Muitas outras coisas me interessam, não quero ficar restrito a isso. Tirem essa bandeira da minha mão, não aceito, nunca aceitei. Limita a liberdade. Defendo outros parâmetros de direitos: ser feliz, coerente, decente, honesto. ” [9]

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Wyllys: Sendo a defesa da Dignidade Humana um princípio soberano da Constituição Federal e norte de todo ordenamento jurídico Brasileiro, ela deve ser tutelada pelo Estado e servir de limite à liberdade de expressão. Ou seja, o limite da liberdade de expressão de quem quer que seja é a dignidade da pessoa humana do outro. O que anáticos e fundamentalistas religiosos mais têm feito nos últimos anos é violar a dignidade humana de homossexuais.

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Seus discursos de ódio têm servido de pano de fundo para brutais assassinatos de homossexuais, numa proporção assustadora de 200 por ano, segundo dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia e da Anistia Internacional. Incitar o ódio contra os homossexuais faz, do incitador, um cúmplice dos brutais assassinatos de gays e lésbicas, como o que ocorreu recentemente em Goiânia, em que a adolescente Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, que, segundo a mídia, foi brutalmente assassinada por parentes de sua namorada pelo fato de ser lésbica. Ou como o que ocorreu no Rio de Janeiro, em que o adolescente Alexandre Ivo, que foi enforcado, torturado e morto aos 14 anos por ser afeminado.

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Discursos de ódio? É uma tática de ativistas gays acusar alguém de ódio, mesmo quando não há qualquer elemento de ódio no discurso ou na ideia. É querer combater o ódio com mais ódio.

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O nobre deputado em muitas situações refere-se aos “fundamentalistas” religiosos. Um “fundamentalista” é uma pessoa preocupada com os “fundamentos” e não vemos qualquer problema em uma pessoa estar preocupada com os “fundamentos” de sua crença, ideologia, pois é certo que vai exercê-la de maneira consciente, conhecendo em profundidade as bases do que acredita e defende, estando em melhores condições de inclusive criticá-la. Imaginamos que quando o nobre deputado se refere aos “fundamentalistas” esteja pensando nos “fanáticos”.

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Não devemos confundir “fundamentalismo” com “fanatismo”. Em relação ao fanatismo, isto realmente é um problema, seja na religião, na política, entre torcidas de times rivais, etc. É mesmo uma barbárie quando pessoas se agridem em função de uma partida de futebol. Brigas envolvendo religiões ou mesmo envolvendo alguns poucos membros de diferentes segmentos dentro de uma mesma religião (ex.: católicos x protestantes, na Irlanda do Norte). No caso da política, vide exemplo recente por ocasião das eleições 2010, onde alguns militantes do PT e do PSBD enfrentaram-se [10] no Rio de Janeiro (20/10/2010) algo muito vergonhoso diante de toda a nação. É óbvio que este tipo de “ação” não esteja nos estatutos destes partidos, assim como não devem ser responsabilizados seus dirigentes, mesmo que os partidos sejam rivais e conduzam discussões acaloradas. Isto também aplica-se no caso da religião, e outros, onde não há preceitos para conflitos, mas, algumas pessoas acabam por seguir este caminho e falsamente utilizam a religião como justificativa.

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Estas ações conduzidas por fanáticos, não invalidam as discussões políticas entre estes partidos; não invalidam e nem tornam o esporte e os demais espectadores culpados pelos atos de outros; assim como não invalidam o assistencialismo e as boas mensagens pregadas por diferentes religiões.

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Alguma religião ensina pessoas a perseguir e assassinar homossexuais? Onde estão os assassinos da jovem Adriele? Estão livres porque matar homossexuais é permitido no Brasil? Não, estão presos! E não o estão pelo fato de terem matado uma pessoa homossexual, mas pelo fato de assassinarem um ser humano, uma cidadã brasileira. Se mataram a jovem pelo fato da mesma ser homossexual, é um crime de ódio, isto será um agravante, pois tal crime pode ser tipificado, e se o juiz assim o entender, como sendo por motivo torpe ou fútil, conforme Art. 121 § 2º do Código Penal [11]:

O Prof. Damásio de Jesus assim brilhantemente nos ensina:

“MOTIVO TORPE: É o moralmente reprovável, demonstrativo de depravação espiritual do sujeito. Torpe é o motivo abjeto, desprezível”. É, pois, o motivo repugnante, moral e socialmente repudiado. Exs. (Prof. Damásio de Jesus): homicídio de esposa por negar-se à reconciliação; para obter quantidade de maconha; matar a namorada por saber que não era mais virgem; luxúria, etc.

“MOTIVO FÚTIL: É o insignificante, apresentando desproporção entre o crime e sua causa moral”. É, pois, o motivo banal, ridículo por sua insignificância. Exs. (Damásio de Jesus): incidente de trânsito; rompimento de namoro; pequenas discussões entre familiares; fato de a vítima ter rido do homicida; discussão a respeito de bebida alcoólica, etc.”

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E tudo isto (prisão e condenação), para os assassinos da jovem Adriele, acontece sem a necessidade de qualquer nova lei! Será que os ativistas gays perceberam isso?

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Todavia, não concordamos com a hipocrisia. Se nas agressões que ocorreram na Av. Paulista [12] há alguns meses atrás, os agredidos fossem mendigos, será que alguém iria repercutir o ocorrido? Será que alguém iria atrás das “milhares” de câmeras espalhadas pela avenida para ver a agressão em “milhares” de ângulos a fim de prontamente identificar os agressores? Afinal, mendigos são constantemente injuriados e quase ninguém dá a mínima para eles.

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Gostaríamos de saber, caro deputado, onde estão as fontes dos dados que o Grupo Gay da Bahia (GGB) utiliza nos seus respectivos relatórios anuais sobre crimes envolvendo homossexuais? Porque o Sr. cita “GGB/Anistia Internacional”? No site do GGB também há um “dado” onde consta: “de acordo com o IBGE, os gays representam cerca de 14% da população brasileira” [13]. Onde estão as fontes destes dados? Ou seja, o GGB apresenta/inventa dados, e depois os ativistas gays tentam utilizar o nome da Anistia Internacional e do IBGE a fim de conferir credibilidade a tais dados? Gostaríamos de entender isto, e ver as respectivas fontes.

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Procuramos no site do GGB, em “Relatório Anual divulga números de Homossexuais assassinados no Brasil em 2009” [14], que apresenta apenas uma tabela de dados [15] sem apresentar qualquer fonte dos dados. Apenas declara-se que são dados coletados de reportagens veiculadas pela mídia. Não nos parece haver honestidade na apresentação e interpretações destes dados, se não pudermos avaliar as fontes dos mesmos. Não podemos
saber se os crimes envolviam ódio, ou drogas, além de latrocínio, vingança, cobrança de dívidas, etc, sendo estes últimos sem qualquer relação com a orientação sexual das vítimas. (Todavia, nós mostramos as fontes dos dados e os estudos aqui [16].)

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Quantos dos crimes envolvendo homossexuais ocorreram por violência doméstica, entre casais homossexuais? Quantos destes crimes ocorrem envolvendo latrocínio, onde os bandidos muitas vezes escolhem a vítima ao acaso. Mas se a vítima é homossexual, então o crime é sempre caracterizado como “homofobia”, por ativistas gays. Vejamos:

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Cabeleireiro é morto por seu companheiro em São Luís/MA

http://imirante.globo.com/cidades/noticias/2011/05/04/pagina273148.shtml

(entra também para as estatísticas do GGB quando é o companheiro o criminoso? LGBT mata LGBT)

Professor é morto a golpes de tesoura por companheiro, em Palhoça/SC

http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vCod=104011

(mais um companheiro mata, entra nas estatísticas de “homofobia”? LGBT mata LGBT)

Apresentador gay de TV foi brutalmente assassinado por garoto de programa [= LGBT]

http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=8&idnot=10977

(Será que este também entrou para as estatísticas do GGB como “homofobia”? É um LGBT matando LGBT)

Morto travesti em BH, com suspeita de ligação ao tráfico de drogas

http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/hoje-em-dia/minas/travesti-e-assassinado-em-ponto-de-prostituic-o-de-bh-1.247410

(ódio pela orientação sexual? Ou acerto de contas com o tráfico de drogas?)

Travesti é assassinado em motel, por cliente (bi ou homossexual?)

http://www.diariodoaco.com.br/noticias.aspx?cd=50365

http://www.ipatinganoticias.com.br/2011/04/assassino-do-travesti-raissa-morto-em.html

(E o cliente era homo ou bissexual?… LGBT matando LGBT, entrou para as estatísticas como “homofobia” também?)

Bissexual mata homossexual em Maceió

http://cenag.uol.com.br/noticias_ler.php?id=NTAxMA==

(Mais um para inflar os dados do GGB? LGBT mata LGBT)

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E o que dizer do recente caso internacionalmente divulgado como “homofobia”, onde o ativista gay de Uganda, David Kato, foi assassinado a marteladas. Dias depois descobriu-se que seu jardineiro e parceiro sexual, Enock Nsubuga, havia cometido o crime, por não receber dinheiro do ativista, em função do sexo casual [17]. Será que esta notícia teve a mesma repercussão que a primeira? Muitos ativistas gays até esconderam o fato de o mesmo ter sido morto por seu parceiro sexual.

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Para ressaltar o fato de que muitos dos crimes que ocorrem envolvendo LGBT’s são cometidos por LGBT’s, veja uma publicação no site do GGB (Grupo Gay da Bahia): “GAY
VIVO NÃO DORME COM O INIMIGO: Dicas para evitar a violência anti-gay”
. Lendo as recomendações, fica evidente que são recomendações para um gay evitar a violência por parte de outro gay, inclusive no título. Também fica evidente através de uma declaração
de Marcelo Cerqueira, do GGB, em 2010
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o presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, afirmou que os crimes de ódio e assassinatos de homossexuais era, [sic] na sua maioria, realizado por garotos de programa. ‘Mesmo com algumas ONGs emitindo nota de repúdio sobre esta declaração, Adamor confirmou a questão, dizendo que, sim, estes atos geralmente envolviam garotos de programa’ …’O fato é que os homossexuais que moram sozinhos e por algum tipo de carência afetiva fazem uso dos serviços prestados pelos profissionais do sexo, são presas fáceis dos assassinos desta classe’. ”


Wyllys: O PLC 122 , apesar de toda campanha para deturpá-lo junto à opinião pública, é um projeto que busca assegurar para os homossexuais os direitos à dignidade humana e à vida. O PLC 122 não atenta contra a liberdade de expressão de quem quer que seja, apenas assegura a dignidade da pessoa humana de homossexuais, o que necessariamente põe limite aos abusos de liberdade de expressão que fanáticos e fundamentalistas vêm praticando em sua cruzada contra LGBTs.

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Se os deputados e senadores são representantes do povo, mostramos novamente os números:

– ativistas levam ao Congresso 100.000 assinaturas a favor do PLC 122 [5];

– ativistas levam ao Congresso 1.000.000 de assinaturas contra o PLC 122 [6];

E então Sr. deputado, qual o vontade dos cidadãos?

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Sobre o PLC 122, há uma campanha para “deturpá-lo junto à opinião pública”? Isto não é necessário caro deputado, basta qualquer cidadão ler o projeto para perceber. Veja a versão original (antiga) [18] do projeto:

“§ 5º O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica.”

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Pergunta-se: o que seria a prática de uma ação de ordem “filosófica” ou “psicológica”? Pretendiam com isso limitar até mesmo considerações filosóficas? Queriam os ativistas gays que o Estado passasse a regular o que os cidadãos devem ou não devem pensar? Algo simples pode ser chamado de “ação constrangedora de ordem filosófica” e levar alguém para a cadeia? Isto é uma prática típica de governos autoritários. Este é o tipo de “liberdade” que está na sigla de seu partido?

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Como cristãos, sabemos que liberdade não deve ser confundida com libertinagem, mas, diante do exposto acima, fica clara a tentativa de ativistas gays de impor o controle da consciência e liberdade de pensamento do cidadão (o que não significa liberdade para dizer o que quiser sobre uma pessoa). Talvez quem tenha redigido o PLC 122/2006 não tenha prestado a devida atenção ao que estava a escrever, ou sabia muito bem o que queria!

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Para amenizar um pouco as coisas, trataram logo de mudar a redação do projeto, em função das críticas. Incluíram no texto a proteção “das pessoas idosas e pessoas com deficiência”, a fim de propagandear que não se está apenas fazendo um projeto de lei para LGBT’s, e dar a impressão de que o projeto seria mais abrangente. Afinal, “pessoas idosas e pessoas com deficiência” não seriam protegidas pela lei até o momento, pois não seriam cidadãs, certo? Pode-se injuriar estas pessoas e nada acontece? Assim, com uma lei mencionando-os explicitamente eles serão automaticamente respeitados, certo? Quer dizer: eles hoje não são respeitados e então não se pode buscar reparação na justiça, afinal não há lei para protegê-los. Que disparate! E outro ponto, presente na redação antiga e na nova [19] redação do PLC 122/2006:

Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero. Pena: reclusão de um a três anos e multa.”

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OK. Agora é necessário definir precisamente o que é: “induzir ou incitar a discriminação”. Porque, para muitos ativistas gays, qualquer manifestação que não os agrade, é “indução ou incitação” à violência contra LGBT’s. E então? No caso de pessoa negras, são poucos os que tentam utilizar a lei, de má fé, a fim de justificar um ato de alguém como sendo “racismo”. Já no caso de ativistas e ONG’s gays, tudo é “homofobia”, “preconceito”, “ódio”. Juntando-se a isto àquela prática de diversas ONG’s entrarem com diversos processos na justiça contra uma pessoa, a fim de calá-la pelo bolso, como vimos em outras ocasiões. Não fosse a suposta má fé de muitos ativistas gays, não haveria qualquer problema na nova redação ao Art. 20 como sugerido acima.

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Visto que o nobre deputado está sempre a citar a Constituição Federal, então não se esqueça:

Art. 113.

5) É inviolável a liberdade de consciência e de crença

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Então deve-se rasgar a Constituição Federal? Obviamente que não, apenas rejeitar um projeto de lei mal escrito e que não respeita a Constituição. Agora atente para a opinião de alguns gays:

“… se algum dia eu for agredido por ser homossexual (o que, espero, nunca aconteça), recorrerei à Justiça contra o agressor, mas não por ser homossexual, e sim porque a lei pune a agressão: contra héteros, gays, brancos ou negros.” (Sherlock) [20]

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“sempre pensei e agi como o sherlock, nunca usei de minha condição de homossexual para resolver meus problemas. e também nunca entendi bem desse tal orgulho gay..me orgulho sim…de ser um trabalhador, amigo, ético, pagador de meus impostos…e amar e ser amado…..e sempre fui feliz assim” (Geraldo Conti) [20]

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E o que dizer de fanáticos ativistas gays que vaiaram até Clodovil, convidado para discursar no lançamento da Frente Parlamentar pela Livre Expressão Sexual, em 21/03/2007, segundo ele:

“Esta parada gay por exemplo, eu nunca iria a ela e as pessoas pensam que sou contra. Não, é que eu não tenho orgulho nenhum de ser gay, eu tenho orgulho de ser quem eu sou.” [depois de muitas vaias:] “… vocês me convenceram a não ir definitivamente nesta parada gay porque eu sou a favor da família…” [21].


Wyllys: Pergunta-se o que fazer com a Carta de Paulo aos Romanos que diz que o “homossexualismo é uma aberração” [sic] e eu respondo que deve-se fazer o mesmo que se faz com os trechos da Bíblia em apologia à escravidão e à venda de pessoas (Levítico 25:44-46 – “E, quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das gentes que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas…”), e apedrejamento de mulheres adúlteras (Levítico 20:27 – “O homem ou mulher que consultar os mortos ou for
feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles…”) e violência em geral (Deuteronômio 20:13:14 – “E o SENHOR, teu Deus, a dará na tua mão; e todo varão que houver nela passarás ao fio da espada, salvo as mulheres, e as crianças, e os animais; e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás para ti; e comerás o despojo dos teus inimigos, que te deu o SENHOR, teu Deus…”).

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A leitura da Bíblia deve ensejar uma religiosidade sadia e tolerante, livre de fundamentalismos. Ou seja, se não pratica a escravidão e o assassinato de adúlteras como recomenda a Bíblia, então não tem por que perseguir e ofender os homossexuais só por que há nela um trecho que os fundamentalistas interpretam como aval para sua homofobia odiosa.

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A palavra “homofobia” não significa “ódio aos homossexuais” como também não indica “preconceito aos homossexuais”. Esta palavra é utilizada de maneira inadequada, tanto como a palavra “xenofobia”. A “fobia” não é um “ódio”, é um medo, como a claustrofobia. Geralmente utilizada no sentido patológico, um estado onde a pessoa necessita de ajuda profissional, como a sociofobia [22], por exemplo. Quem agride homossexuais – exclusivamente por serem homossexuais, não tem medo deles, tem ódio. Portanto, “homofobia” não existe. E quando ocorrer alguma injúria (verbal ou física) contra gays, já existem leis que punem os agressores.

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Caro deputado, onde está escrito na carta aos Romanos que o “homossexualismo é uma
aberração”? Por que o Sr. não citou o capítulo onde isto está? O incrível é que para justificar sua ideia sobre outras passagens bíblicas, o nobre deputado passa a citar o Velho Testamento, esquecendo-se que está a dirigir-se aos cristãos. Vale lembrar que somos cristãos porque seguimos aos ensinamentos de Cristo, isto é, Jesus Cristo, e seus ensinamentos estão registrados no Novo Testamento. Deste modo, o que nosso mestre fez quando levaram perante ele uma mulher adúltera, condenada pela lei? (João 8:3-11) Parece que esta parte da Bíblia o nobre deputado, convenientemente, esqueceu-se de citar.

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Continuando a colocar textos bíblicos fora de contexto para defender sua ideia, o nobre deputado nos obriga a colocá-los devidamente em seu contexto, a fim de evitar mais confusão. É necessário conhecer o devido contexto sócio-cultural-linguístico em que foram escritos os diversos livros que compõem a Bíblia. Pois, várias partes do texto refletem questões culturais de cada época e devem ser devidamente separadas do que se pode entender como “religião”.

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Não há em nenhuma parte da Bíblia “apologia à escravidão”. Apenas colocou-se ordem em questões que diversos povos da época praticavam. Entre os hebreus, por exemplo, a palavra era como um documento assinado e reconhecido em cartório em nossos dias. Se alguém contraísse uma dívida e não conseguisse pagar, esta pessoa vendia-se como escrava, a fim de honrar seu compromisso. Então, ocorreu a criação do “ano do jubileu”, onde os escravos eram libertados e as dívidas perdoadas (Levítico 25:39-41), colocando um pouco de ordem nesta questão puramente cultural.

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Continuando o festival de disparates, vamos ver Deuteronômio 20. Apesar do nobre deputado citar a partir do versículo 13, vamos ao 10 e ao 12: “Quando te achegares a alguma cidade para combatê-la, apregoar-lhe-ás a paz.” “Porém, se ela não fizer paz contigo, mas antes te fizer guerra, então a sitiarás.”

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Isto é “violência em geral”? Em primeiro lugar: se alguém quiser fazer guerra, antes “apregoar-lhe-ás a paz”; e se não quiserem paz mas fizerem guerra contra você, aí “então a sitiarás”. É um bom exemplo de tentativa de negociação pela paz. Mesmo assim, num contexto bem definido.

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Também podemos dizer que naqueles tempos o casamento era muitas vezes arranjado pelas famílias, com ou sem o consentimento por parte dos noivos. Em muitos casos, os pais literalmente faziam “um negócio” em função do casamento dos filhos. Isto, caro deputado, é mais um exemplo de questão puramente cultural de determinados povos, e não “religião” ou “mandamento bíblico”.

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Por último, quando o mestre enviou seus discípulos a fim de pregarem as “boas novas”
em diversos povoados, o que havia ensinado o mestre? Que deveriam impor a “nova fé”, forçar, fazer guerras em seu nome? Matar aqueles que não aceitassem a mensagem? Não! Apenas disse-lhes: “e, se algum povoado não os receber nem os ouvir, sacudam a poeira dos seus pés quando saírem de lá” (Marcos 6:11), ou seja, “se não derem bola para vocês, simplesmente vão embora”. E ao longo da História, quantas pessoas foram forçadas por estes “cristãos” a aceitar o “cristianismo”? Quantas foram assassinadas, e quanta maldade foi feita, supostamente em nome da “vontade de Deus”? Portanto, aqueles que praticaram tais atos abomináveis não podem ser chamados de cristãos, pois não seguiram as palavras de Cristo, e toda a maldade que praticaram ao longo da História, não tem qualquer relação com o cristianismo.

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Não se pode evitar que apareçam fanáticos e deturpem textos religiosos, políticos, filosóficos, há gente que deturpa tudo, mas, se partirem para ações condenadas pelas leis de nosso país, basta efetuar a devida aplicação das mesmas, a fim de garantir a integridade física dos cidadãos agredidos e de seu patrimônio.


Wyllys: Não declarei guerra aos cristãos. Declarei meu amor à vida dos injustiçados e oprimidos e ao outro. Se essa postura é interpretada como declaração de guerra aos cristãos, eu já não sei mais o que é o cristianismo. O cristianismo no qual fui formado – e do qual minha mãe, irmãos e muitos amigos fazem parte – valoriza a vida humana, prega o respeito aos diferentes e se dedica à proteção dos fracos e oprimidos. “Eu vim para que TODOS tenham vida; que TODOS tenham vida plenamente”, disse Jesus de Nazaré.

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Não, eu não persigo cristãos. Essa é a injúria mais odiosa que se pode fazer em relação à minha atuação parlamentar. Mas os fundamentalistas e fanáticos cristãos vêm perseguindo
sistematicamente os adeptos da Umbanda e do Candomblé, inclusive com invasões de terreiros e violências físicas contra lalorixás e babalorixás como denunciaram várias matérias de jornais: é o caso do ataque, por quatro integrantes de uma igreja evangélica, a um centro de Umbanda no Catete, no Rio de Janeiro; ou o de Bernadete Souza Ferreira dos Santos, Ialorixá e líder comunitária, que foi alvo de tortura, em Ilhéus, ao ser arrastada pelo cabelo e colocada em cima de um formigueiro por policiais evangélicos que pretendiam “exorcizá-la” do “demônio”.

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Quaisquer destes e outros crimes, não importando se cometidos por cristãos, ateus, judeus, budistas, agnósticos, ou o que mais existir, devem ser punidos nos rigores da lei. Assim como quando evangélicos são espancados em lugares remotos do país, pelo fato de serem evangélicos. Apesar de ninguém sair por aí fazendo passeatas com as vítimas evangélicas sendo expostas e inventando rótulos para os agressores, dizendo que há uma “evangeliofobia”, tais agressões existem nobre deputado, quem pertence ao meio conhece.

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Fanáticos há em todo o lugar. Felizmente há lei em nosso país para punir atos como os
acima descritos.


Wyllys: O que se tem a dizer? Ou será que a liberdade de crença é um direito só dos cristãos?

Talvez não se saiba, mas quem garantiu, na Constituição Federal, o direito à liberdade de crença foi um ateu Obá de Xangô do Ilê Axé Opô Aforjá: Jorge Amado. Entretanto, fundamentalistas cristãos querem fazer uso dessa liberdade para perseguir religiões minoritárias e ateus.

O nobre deputado quis dizer “Afonjá”? Hmm…

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“Talvez não se saiba” não fica bem: É notório que não se sabe, caro deputado: a liberdade de crença está na Constituição brasileira desde os tempos do Brasil Império, mesmo num Estado que possuía uma religião oficial, conforme a Constituição de 1824 [23], em grafia da época:

Art. 5. A Religião Catholica Apostolica Romana continuará a ser a Religião do Imperio. Todas as outras Religiões serão permitidas com seu culto domestico, ou particular em casas para isso destinadas, sem fórma alguma exterior do Templo.

Art. 179.

V. Ninguem póde ser perseguido por motivo de Religião, uma vez que respeite a do Estado, e não offenda a Moral Publica.

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Existiam determinadas restrições para quem não era adepto da religião do Estado, como se pode verificar também em outras partes da Constituição de 1824, mas era assegurada a liberdade religiosa. Já na República, veja a Constituição de 1891 [24]:

Art. 72.

§ 2º – Todos são iguais perante a lei.

§ 3º – Todos os indivíduos e confissões religiosas podem exercer pública e livremente o seu culto, associando-se para esse fim e adquirindo bens, observadas as disposições do direito comum.

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Por ocasião da proclamação da República, o Estado tornou-se laico, e a liberdade religiosa foi mantida nas diferentes versões da Constituição ao longo do tempo. Mesmo sendo expandida e garantida a liberdade de culto, na prática ocorriam algumas perseguições a protestantes, praticantes de religiões africanas e judeus. Mas, a lei já existia, e Jorge Amado foi apenas mais um dentre muitos que se sensibilizaram por estas questões, por não haver a devida aplicação da lei. Não era necessária uma nova lei, apenas era necessário aplicar o que já estava previsto na Constituição. A impunidade é um problema antigo no nosso país. Continuando, veja também a Constituição de 1934 [25]:

Art. 113.

1) Todos são iguais perante a lei. Não haverá privilégios, nem distinções, por motivo de nascimento, sexo, raça, profissões próprias ou dos pais, classe social, riqueza, crenças religiosas ou idéias políticas.

5) É inviolável a liberdade de consciência e de crença e garantido o livre exercício dos cultos religiosos, desde que não contravenham à ordem pública e aos bons costumes. As associações religiosas adquirem personalidade jurídica nos termos da lei civil.

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Assim como na Constituição de 1937 Art. 122 [26]; na Constituição de 1946 Art. 141 [27]; na Constituição de 1967 Art. 150 [28], e na Constituição de 1988 [29]:

Art. 3º
Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I – construir uma sociedade livre, justa e solidária;

II – garantir o desenvolvimento nacional;

III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Art. 5º
Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade
do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

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Atente para o Art. 5º inciso VI. Isto significa que quando algum fanático (não sendo ensinado a fazer isto em sua religião), invade o local de culto de outra religião e provoca danos ao local ou em alguém, bastará apenas aplicar a punição já prevista em lei, sem a necessidade de criar qualquer nova lei acerca deste assunto. Nem mesmo era necessário isto estar escrito – explicitar “religião”, basta apenas considerar que alguém promoveu agressões físicas e destruiu patrimônio alheio, não fazendo qualquer referência ao assunto religioso, e a lei já daria conta destes crimes.


Wyllys: Repito: eu não declarei guerra aos cristãos. Coloco-me contra o fanatismo e o fundamentalismo religioso – fanatismo que está presente inclusive na carta deixada pelo assassino das 12 crianças em Realengo, no Rio de Janeiro.

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E ninguém declarou guerra contra o Sr. Também somos contra o fanatismo, nobre deputado. Fanatismo no ativismo homossexual, político, religioso, etc. Para o politicamente correto o indivíduo só tem algum valor se estiver dentro de um movimento ou militando numa entidade “da sociedade civil”. Fora disso o indivíduo não teria valor. Nós defendemos o respeito entre os cidadãos, a convivência pacífica, e defendemos os direitos do indivíduo, do cidadão, não por suas características (se é lgbt, negro, idoso, mulher, deficiente, magro, calvo, careca, alto, baixo, etc), mas por ser um cidadão, um ser humano.


Wyllys: Reitero que não vou deixar que inimigos do Estado Democrático de Direito tente
[sic] destruir minha imagem com injúrias como as que fazem parte da matéria enviada para o Jornal do Brasil. Trata-se de uma ação orquestrada para me impedir de contribuir para uma sociedade justa e solidária. Reitero que injúria e difamação são crimes previstos no Código Penal. Eu declaro amor à vida, ao bem de todos sem preconceito de cor, raça, sexo, idade e quaisquer outras formas de preconceito. Essa é a minha missão.

Jean Wyllys (Deputado Federal pelo PSOL Rio de Janeiro)

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Isto mesmo nobre deputado, injúria (física/verbal) e difamação são crimes. Quando gays sofrem com tais crimes, há punição para os agressores prevista no Código Penal, não importando a orientação sexual das vítimas e dos agressores. Basta aplicar a lei e ensinar aos ativistas gays que ela existe.

Equipe “homofobianaoexiste”

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Referências

[1] http://youtu.be/PvW738BT0nQ

[2] http://www2.uol.com.br/neymatogrosso/imp_marc07_01.htm

[3] http://youtu.be/Jx5souruQrs

[4] http://www.tre-rj.gov.br/site_novo/eleicoes/2010/resultado2010/arquivos/Votacao_Geral_Estado_10-12-10.pdf

[5] http://paradiversidade.com.br/2010/?p=3141

[6] http://www.radiovirtude.com.br/noticias/54-ultimas-noticias/361-abaixo-assinado-teve-mais-de-1-milhao-de-assinaturas-contra-o-projeto-de-lei-122

[7] http://videos.r7.com/cameras-flagram-uso-de-drogas-durante-a-parada-gay-em-sao-paulo/idmedia/4e08f5b93d140d3b4f7e01df.html

[8] http://acapa.virgula.uol.com.br/politica/com-quase-500-mil-votos-clodovil-e-o-primeiro-gay-eleito-para-o-cargo-de-deputado-federal/2/5/372

[9] Revista Época/2005: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI51459-15220,00-O+CANTO+DA+COERENCIA.html

http://www2.uol.com.br/neymatogrosso/impcanto05.htm

[10] Cabos eleitorais do PT e PSDB se enfrentam em passeata de José Serra: http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4744739-EI15315,00-Cabos+eleitorais+do+PT+e+PSDB+se+enfrentam+em+passeata+de+Serra.html

[11] http://forum.jus.uol.com.br/25660/  http://www.jusbrasil.com.br/topicos/297833/motivo-torpe

[12] http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/11/grupo-usou-lampadas-como-bastao-para-agredir-jovens-na-paulista.html

[13] http://www.ggb.org.br/moviment_glbt4.html

[14] http://www.ggb.org.br/dossier%20de%20assassinatos%20de%20homossexuais%20em%202009.html

[15] http://www.ggb.org.br/imagens/TABELA_GERAL_2009_assassinatos_de_homossexuais.pdf

[16] https://homofobianaoexiste.wordpress.com/estatisticas/

[17] http://www1.folha.uol.com.br/mundo/870638-jardineiro-confessa-assassinato-de-ativista-gay-de-uganda.shtml

http://www.lifesitenews.com/news/police-ugandan-gay-activist-was-killed-by-sex-partner

[18] http://www.plc122.com.br/wp-content/uploads/2011/06/PLC122-vers%C3%A3o-antiga-que-chegou-ao-Senado.pdf

[19] http://www.plc122.com.br/wp-content/uploads/2011/06/PLC122-Vers%C3%A3o-atual-Apresentada-por-F%C3%A1tima-Cleide-tem-prioridade-nas-vota%C3%A7%C3%B5es.pdf

[20] http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-palavra-de-um-leitor-homossexual/

[21] http://www.youtube.com/watch?v=YLnXn9LpwuU  ;  http://www.youtube.com/watch?v=orhT7HI-_7U

[22] http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=96376&c=5213&q=Transtorno+de+ansiedade+social+atinge+13+dos+brasileiros

[23] Constituição de 1824: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao24.htm

[24] Constituição de 1891: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao91.htm

[25] Constituição de 1934: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao34.htm

[26] Constituição de 1937: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao37.htm

[27] Constituição de 1946: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao46.htm

[28] Constituição de 1967: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao67.htm

[29] Constituição de 1988: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm

6 respostas para RESPOSTA ao dep. Jean Wyllys

  1. Idevam disse:

    Parabéns Ótimo Texto Brilhante Nada Melhor Quê a Verdade Parece Revelar a Mentira dos Militantes Homossexuas e Partidos e Ongs ea Grande Midia que os apoia nesta Mentira chamada Homofobia que e uma armadilha para censurar e calar quem tem uma opinião diferente das dos Militantes Gays.

  2. 1111 disse:

    Qual é o sentido da resposta se o destinatário não as lerá?

    PS: Não respeito comunistas.

    • Olá 1111,

      a resposta tem um tom educativo, em função de alguns disparates escritos pelo deputado. Mesmo que ele não leia, o mais importante é que as pessoas possam perceber que nem tudo é como o deputado escreveu. E também, claro, para constar que há uma resposta.
      Abraço, equipe homofobianaoexiste.

  3. Paulo Sergio disse:

    Um belo Artigo, vcs esão de parabéns.
    Paulo Sergio/RJ

  4. X disse:

    A bicha chegou a ler isso?
    Houve tréplica?

    Se sim postem aqui.

    • Caro X,

      obrigado por ler nosso blog, mas, pedimos que os comentários sejam em tom respeitoso. Não sabemos se o deputado leu nosso texto, todavia, se o responder publicaremos aqui.

      Abraço, equipe homofobianaoexiste

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