A seletividade da imprensa e da “opinião pública” com vítimas de espancamento (caso recente) ou violêcia em geral

Recentemente foi noticiado sobre um jovem – Vítor Suarez Cunha, de 21 anos, que ao avistar outros 5 espancando um morador de rua e tentar defender a vítima, acabou sendo violentamente espancado pelos rapazes (02/02/2012, no Rio de Janeiro). Diversos veículos de comunicação noticiaram o fato (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui).

Mas, pouco falou-se sobre a vítima inicial – o morador de rua:

Estava bem? Recebeu atendimento médico? Teve dentes quebrados, ossos, etc?

Dias depois ele foi localizado (aqui, aqui) e a polícia tomou seu depoimento, contudo, pouquíssimas linhas das reportagens falam sobre o morador de rua e a violência que sofreu sem fazer nada a ninguém! Alguns veículos de informação nem se deram ao trabalho de noticiar o nome dele, João Araújo Teles, de 47 anos.

A pergunta, ou o pensamento, que não quer calar:

E se o morador de rua fosse um homossexual?

Imaginem o quanto este caso seria explorado, notas de repúdio de ONG’s gays, políticos se manifestando sobre os “direitos humanos LGBT”, quanta repercussão na imprensa, passeatas exigindo aprovação do PLC 122/06, protestos, etc, etc, etc.

Mas, como uma das vítimas é um morador de rua, não é gente, não tem ONG, não rende votos, então, isto logo cai no esquecimento.

“É violência do dia-a-dia, comum infelizmente” dizem alguns. Se a vítima fosse homossexual, certamente o papo seria outro: ódio! preconceito! ódio! barbárie! O Brasil é “homofóbico”. (ódio… e o mendigo sofreu o que?)

E provavelmente o deputado sem votos Jean Wyllys iria pela n-ésima vez culpar os “cristãos conservadores”, padres e pastores por seus “discursos de ódio” (menos o Edir Macedo, mesmo quando exorciza um gay, nenhuma ONG gay emite nota de repúdio, pois este é um aliado em várias causas políticas e tem a Record, enquanto isso Wyllys prefere associar o papa ao nazismo).

Talvez a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República emitisse uma nota de repúdio, não é Maria do Rosário? Contudo, parece que mendigo não é gente, e logo isso cai no esquecimento pela seletividade dos políticos, da imprensa e da “opinião pública” (ou seja, aquilo que a imprensa repercute).

Mendigos sendo espancados não é novidade, um exemplo que acabou em morte e você nem ficou sabendo:

Mendigo é espancado até a morte por grupo de jovens bêbados em Cubati (27/04/2010)
http://apalavraonline.com.br/noticia.php?id=22211

“De acordo com a polícia, o crime foi motivado por uma banalidade. A vítima teria ido pedir dinheiro para comprar um sanduíche e acabou sendo agredida pelos jovens. “

Violência existe; lei que criminaliza agressões físicas e verbais também existe, embora o poder aquisitivo de alguns possa vir a implicar em impunidade ou retardamento na aplicação da pena, o que repudiamos. Mas, também não é aceitável a seletividade da imprensa e o sensacionalismo com um tipo de crime, quando ocorrem diversos outros sem ONG’s (muitas vezes mantidas pelo nosso dinheiro e contra nossa vontade) para fazerem barulho, e ninguém para socorrer as vítimas…

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2 respostas para A seletividade da imprensa e da “opinião pública” com vítimas de espancamento (caso recente) ou violêcia em geral

  1. bianca rocha disse:

    Fico muito triste ver uma passeata para defender pessoas que tentam matar outras por motivos fúteis e com requintes de crueldade, mesmo sendo parentes ou amigos, esses sim deveriam estar mais preocupados com esses rapazes que atacam em bando sendo rixa ou não.Amanhã ou depois a vítima pode estar dentro da própria família deles.Os rapazes nao tiveram o limite na ação ou teórica “reação”, tentaram sim matar alguém estavam conscientes do que estavam fazendo.Não vamos justificar o injustificável em qualquer circunstancia as causas futuras podem ser desastrosas para eles mesmos no caso da não punição.Um espancamento do jeito que foi feito com rapaz Vitor… fico imaginandoa tristeza dos pais que criaram e depositaram espectativa e provavelmente jamais fariam um ato assim, peço a Deus por esses pais e familiares que acabaram sendo vítimas indiretas dos que amam. Mas acima de tudo ajam com justiça a maior vítima é uma só ou melhor ja imginaram a mãe do Vitor como está?

  2. Idevam disse:

    E iso ai se vc for “hétero” branco e cristão tá lascado não inporta a realidade dos fatos para ser considerado humano vc tem que está inquadrado em uma das minorias protegidas pela opinião “pública” leia-se opinião públicada .

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