Vereador transexual apóia Magno Malta e diz que colega sofre preconceito dos LGBT

Duas notícias interessantes, sobre o mesmo assunto, mostram as diferenças e o respeito:

Vereador transexual abraça bandeira de Magno Malta contra intolerância no país

Vereador transexual apóia Magno Malta e diz que colega sofre preconceito dos LGBT

são reproduzidas abaixo:

Vereador transexual abraça bandeira de Magno Malta contra intolerância no país (01/08/2011)

Vereador Moacyr Sélia, o Môa, travesti de muito respeito, reforçou o posicionamento do senador Magno Malta PR/ES) e garante que o Brasil não é homofóbico, mas sofre preconceito e intolerância em todos os setores.

A história do jovem Moacyr, menino criado no interior do Espírito Santo, é marcada pela capacidade de superar e vencer o preconceito machista que predominava em todos os setores que freqüentava. Na escola já era visto com indiferença, a família não aceitou fácil a mudança de comportamento e muitos debochavam do rapaz cabeludo que virou moça. Mas com dignidade enfrentou o preconceito e a intolerância, até ser eleito presidente da Câmara dos Vereadores, com uma gestão voltada para a ética e moralidade. “Sou referência de homem correto no município”, disse o transexual, respeitada liderança do Partido Republicano.

Môa esteve em Vitória para a reunião de apresentação da nova executiva regional do PR, presidida pelo senador Magno Malta. Na ocasião, o vereador mais uma vez, protestou contra o termo homofobia. “Já passamos da fase da violência física contra os homossexuais, existem casos isolados, mas a comunidade, mesmo com intolerância e discriminação, tem tratado o movimento LGBT dentro do debate político democrático.” Esclareceu o vereador transexual.

O Projeto de Lei 122, que está com os dias contados e deve ter o texto mudado, segundo o senador Magno Malta, “vai tratar a intolerância e o preconceito no mais amplo sentido como crime. Pobre não pode ser discriminado pelo rico, o obeso não pode ser objeto de deboche, basta de atitude machista contra a mulher e temos que abolir de vez todo preconceito racial, religioso e de classe social do dia-a-dia do brasileiro”, afirmou Magno Malta.

Para o senador, expressivo líder religioso, “respeito e amor são sinônimos. Só podemos amar o próximo como a si mesmo respeitando o livre arbítrio de cada cidadão. Assim, estou convencido que banalizaram o termo homofobia e deixaram de foco a verdadeira raiz da discriminação e do preconceito. Respeito Môa como um irmão, do jeito que ele é, mesmo tendo opinião pessoal sobre o tema polêmico”.

E para comprovar que realmente o assunto é polêmico, o Ibope realizou em julho, uma pesquisa quantitativa comprovando que 55% dos brasileiros não aceitam a união estável de casais do mesmo sexo. “O supremo criou por lei, um terceiro sexo sem consultar as famílias, mas não teve respaldo”, desabafou Malta, atual presidente da Frente Parlamentar Mista Permanente em Defesa da Família Brasileira.

Vereador transexual apóia Magno Malta e diz que colega sofre preconceito dos LGBT

Após anunciar que deixaria o mandato, caso o PL 122 fosse aprovado, o senador Magno Malta (PR-ES) recebeu apoio de uma pessoa inusitada. O vereador Moacir Selia, do mesmo partido, mais conhecido como Moa, saiu em defesa do colega de partido. O vereador é transexual e afirmou que o discurso de Malta não é ofensivo.

“Ele me respeita como eu sou. A forma que ele tem de ver o mundo é uma, a minha é outra, mas a convivência é feita com muito respeito”, explicou Moa à Gazeta. Além disso, o vereador afirmou ainda que o senador é vítima do preconceito da sociedade e da perseguição do grupo LGBT. Moa revelou ainda que, mesmo ativista, ele mesmo é vítima de discriminação dentro da comunidade.

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14 respostas para Vereador transexual apóia Magno Malta e diz que colega sofre preconceito dos LGBT

  1. Yousseff disse:

    Muito se fala das igrejas, parece que elas são as grandes causadoras desse “morticínio gay” que nunca existiu, se alguém encontrar algum cristão que seja que agrediu ou matou um gay seria algo raro. O que as pesquisas mostram é algo diferente… a maioria das mortes de gays são cometidas por outros gays ou mesmo pessoas que nunca entraram em uma igreja na vida… esse discurso preconceituoso dos gays falando da igreja é algo que não convence

    • joao disse:

      Quando alguém fala sobre ou contra a homossexualidade a primeira coisa que ela cita é o que o biblia diz sobre isso, geralmente os textos são lidos de forma literal, fora do contexto da época e com ódio implícito como se um gay fosse um pervertido sexual, um depravado ou uma pessoa sem valor e contrários ao conceito de familia, eles são vistos como ameaças a familia. Infelizmente essa é a visão que ainda impera, as pessoas não aceitam a homossexualidade por causa da religião, justamente a religião cristã que tanto discriminou em séculos passados as mulheres, os negros, os cientistas e pensadores livres. Não preciso citar a inquisição, a crença de que os negros não tinham almas, a crença de que a mulher deveria ser submissa ao homem etc.

      As declarações da igreja cristã ao longo dos séculos tem contribuido para o preconceito e precisam ser revisadas mais uma vez, como já foram muitas vezes com relação a algumas questões citadas acima. A riqueza da biblia não está em sua leitura literal, mas no seu contexto cultural da época, se lida literalmente teremos muitas situações indigestas que não se aplicam mais ao pensamento razoável e consciente.

    • É uma pena ver estes “meia-dúzia” de gatos pingados soltos por aí, cometendo diversos crimes. Andam armados e em qualquer discussão, por qualquer motivo disparam tiros. Se soubessem o que é respeito, o mundo seria melhor.

      • Felippe Reis disse:

        Tendo como referencia as podres Igrejas evangelicas por exemplo?
        Que ensinam oq?
        Que os fanaticos tem DIREITO de se meterem na vida religiosa, sexual e privada de outras pessoas.

        Que espiritas sao uma ameaça para a disseminação das mentiras evangelicas, que Gays ou bissexuais são ameaça a Heteronormatividade e os valores patriarcais que já estão em decadência e que causaram milhões de mortes, torturas e segregações ao longo da história.

        • Olá Felippe,

          Suas palavras demonstram seu preconceito (conceito prévio, sem conhecimento) sobre todos os evangélicos. Afinal, nem todos agem como suas palavras descrevem. Assim como nem todos os políticos são corruptos.

          Há fanáticos evangélicos como há fanáticos ativistas gays. Há fanáticos evangélicos que pregam que tudo o que é diferente do que eles ensinam é coisa do diabo… Há igrejas que só querem saber de dinheiro, enquanto há igrejas que mantém diversas obras de caridade assim como centros espíritas mantém.

          “Heteronormatividade” é um conceito interessante. Pergunta-se: de onde vc veio? como vc nasceu?

          A resposta não depende de nossa vontade, de nossas ideologias, de nossa crença ou não-crença. É uma limitação de nossa natureza biológica. O que isso tem a ver com a orientação sexual das pessoas? Isto passa a ser uma questão de foro íntimo. Mas não muda a maneira pela qual seres humanos vem ao mundo…

          O respeito é o melhor caminho para vivermos pacificamente em uma sociedade plural – com diferentes ideologias, com liberdade de consciência, etc.
          Abraço,
          equipe “homofobianaoexiste”.

  2. Felippe Reis disse:

    Não é isso o que mostrou o Superpop, Conexão Repórter, Profissão Repórter e Manha Maior.
    A perseguição a homossexuais é grande, principalmente Brasil a dentro, em cidades de interior.

    Queria ver se ela beijasse o namorado na rua, se ia continuar pensando da mesma forma.

    • Estes programas fazem sensacionalismo com o óbvio, os meia-dúzia de gatos pingados que não gostam de nordestinos, negros, mendigos, índios, torcedores do time rival,…. e homossexuais. O Brasil convive com as diferenças, caso contrário veríamos uma carnificina contra homossexuais. Nossos relatórios, como também os dados (as fontes) do GGB que temos, também mostram que homossexuais sofrem crimes comuns como qualquer pessoa, com o detalhe de muitos LGBT’s matam LGBT’s.

      No mais, o que pode faltar é respeito de todos os lados. Simples. E aos que batem em cidadãos (não importando suas características, sendo apenas cidadãos), cadeia neles! E já existem leis para isso, basta aplicá-las.

      • Felippe Reis disse:

        E pesquisas que não são do GGB mostram que a maioria dos homens e mulheres LGBT agredidos verbalmente ou fisicamente por sua CONDIÇÃO SEXUAL não registram a agressão ou entram com processo.

        E muitos quando registram um boletim de ocorrência nesse Brasil adentro a agressão nao pode ser qualificada como por motivação homofobica…

        Vale lembrar que Bullying, assedio moral, agressao verbal, intimidação também são atitudes homofobicas, homofobia não é só bater ou matar.

        • Onde estão estas pesquisas? … são suposições… podem ser plausíveis, pois, muitas pessoas nem mesmo sabem que têm direitos, se forem agredidas até mesmo por palavras de baixo calão, podem processar, basta terem testemunhas e disposição para seguir com isto na justiça.

          Pessoas são agredidas pelos mais variados motivos. Existe Lei para coibir isso, pode ocorrer que alguns agentes da lei não respeitarem as vítimas, e é uma questão de treiná-los para respeitarem a todos, pois a lei existe, não importando o motivo da agressão, seja ela física ou verbal.

          Homofobia não existe, logo não existe agressão “homofóbica”. Existem alguns poucos que agridem verbalmente quem consideram diferente (negro, pobre, evangélico, espírita, judeu, ateu, homossexual, etc…), e uns meia-dúzia que agridem fisicamente tb os homossexuais, e não representam o comportamento da imensa maioria dos brasileiros. Para estes existe lei, pois atentaram contra a integridade física de um cidadão, não importando sua orientação sexual. Se agrediram com palavras, atentaram contra a honra subjetiva do cidadão, também há lei que pune isso. Percebes que não adianta inventar? As leis que garantem a convivência pacífica entre os cidadãos existem, basta aplicá-las devidamente sobre os que não as obedecerem.

          Sofrem assédio moral cidadãos homo e heterossexuais, variando o conteúdo da agressão. Bullying é algo que sempre existiu, apenas agora virou moda chamar de “bullying”. Não conhecemos alguém que não tenha sofrido “bullying” na Escola, pelos mais variados motivos. E a vida segue…

      • joao disse:

        A melhor forma de mudar-mos tudo isso é o amor, a compreensão e o respeito ao espaço do outro. A crença é individual e não pode ser imposta a outras pessoas. Os religiosos insistem em limitar direitos civis dos homossexuais (união estável por exemplo) e isso não é homofobia? Este tipo de posicionamento invade a privacidade da pessoas, condenando-as a uma vida marginal, destituída de direitos. Eu tenho direito de me unir com quem eu quiser e usufluir de todos os direitos que os casais heteros tem, isso é igualdade. Se vocês não concordam com a homossexualidade é uma opiniao de vocês, mas não podem querer impor sua ideologia, e nem impedir ou limitar nosso modo de ser baseados em suas crenças individuais.

        Quantos filhos sofrem desde a infância ouvindo comentários maldosos da familia e de toda sociedade com relação a homossexualidade, em grande parte baseados em conceitos que tem base apenas no preconceito e sem conhecimento de causa. Isso é não saber conviver com as diferenças, a agressão não é apenas física, mas principalmente verbal e acontece todo dia e a toda hora. Quem sofre sabe disso, existe uma lei que não está escrita, mas que todos os gays sabem, que se saírem na rua simplesmente abraçados ou trocarem um beijo discreto serão ferozmente observados, alvos de ameaças e chacotas e provavelmente agredidos. Isso é tolerância? O Brasil é um país homofóbico sim e extremamente machista.

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